É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI

DISCUSSÃO SOBRE AS POLÍTICAS ECONÔMICAS

14.4.08

A MOEDA - PARTE I

A seguir disponibilizo um dos capítulos do meu livro “É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI”, em quatro partes.
O livro pode ser encontrado em  http://www.siciliano.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=1446672&ID=C942ABAC7D8051A162B160622&FIL_ID=102

Analisando de um ângulo diferente do costumeiro, vamos tentar entender porque os governos de vários países acabam interferindo nas suas economias, principalmente no que tange a preços. Os governos têm suas receitas através dos impostos arrecadados da população. O dinheiro arrecadado em impostos é gasto, teoricamente, em benefício da população. Mas, como está demonstrado historicamente, os governos em geral são maus administradores, e, muitas vezes em nome da demagogia da justiça social, acabam gastando mais do que arrecadam, e se valem, então, da máquina de fabricar dinheiro para pagar o seu excesso de consumo. Há alguns estados da federação que chegam a gastar mais de 85% do que arrecadam, com a folha de pagamento, com a máquina administrativa. Isto equivale ao mesmo que um caminhão tanque, ao transportar 30 mil litros de combustível, de São Paulo ao Rio grande do Sul, o seu motor, a sua máquina, consuma 25,5 mil litros durante o trajeto e só entregue 4,5 mil litros no destino. Convenhamos, isto é o cúmulo da ineficiência.
O governo, em todos os níveis, num país como o Brasil, é um grande consumidor de todos os tipos de produtos. Consome desde açúcar e café para os seus funcionários, até veículos de todos os tipos e tamanhos. Mas, além de ser um grande consumidor onipresente a ponto de influenciar natural e substancialmente no sistema de preços, o governo é também, o único consumidor que pode fabricar dinheiro para gastar, e concorrer de modo desleal com os outros consumidores, ou seja, com a população em geral que ganha o seu dinheiro com o suor do rosto. Quando o governo toma estas atitudes desastradas e inconseqüentes, o resultado é o que chamamos de inflação, com a inevitável alta geral de todos os preços. A definição de inflação, que se encontra em um bom dicionário é a seguinte: grande emissão de papel-moeda, em geral sem a garantia de lastro necessário a circulação fiduciária, ocasionando a sua desvalorização.
Carrego uma dúvida comigo sobre a interpretação que os socialistas/comunistas têm sobre a inflação. Não sei se eles compreendem como o sistema funciona ou se realmente acreditam que os culpados pela inflação sejam os empresários, como sempre afirmam. Se for a primeira hipótese, são hipócritas. Se for a segunda, são ignorantes. Vou tentar explanar agora, da maneira mais simplificada possível, o funcionamento do sistema monetário de um país.
Antes da invenção do dinheiro tal como o conhecemos hoje, muitas outras mercadorias foram utilizadas para se proporcionar as trocas de produtos. Para estabelecer parâmetros referenciais havia a necessidade de eleger um produto que pudesse ter uma relação comum o mais estável possível com todas as outras mercadorias existentes. O sal foi utilizado assim como o ouro. Isto foi sendo aperfeiçoado até chegarmos ao atual Sistema Monetário, no qual é utilizado o papel- moeda para se efetuar as trocas de todos os produtos. O dinheiro, portanto, é uma anônima invenção humana gradualmente aprimorada. E o dinheiro é, também, uma convenção. Dito isto, concluímos que o dinheiro é um instrumento útil e necessário para promover e facilitar as trocas de produtos entre as pessoas e entre as empresas, quer dizer, entre os agentes econômicos. Quero afirmar ainda, que a economia pode funcionar com qualquer quantidade de dinheiro, conforme será demonstrado, mas que uma vez estabelecida, a quantidade não pode ser alterada, a não ser em função da alteração do PIB (Produto Interno Bruto). O PIB do país é constituído de milhares de itens e das mais variadas quantidades e valores, mas vamos, a título de exemplificação, supor que existam somente 100 unidades iguais de produtos, e queremos estabelecer a quantidade de dinheiro que será colocado em circulação, para facilitar as trocas (as operações de compra e venda). Podemos arbitrar a quantidade em 100 unidades de dinheiro (100 reais). Para que não sobre nem dinheiro nem produtos, o mercado se encarregará, automaticamente, de estabelecer que cada unidade de produto custará uma unidade de dinheiro (1 real), pela divisão da quantidade total de dinheiro em circulação pela quantidade total de produtos existentes dentro do país – 100 reais divididos por 100 produtos é igual a 1 real – 1 produto vale 1 real. Se tivéssemos arbitrado a quantidade de dinheiro em 200 unidades, cada unidade de produto seria ajustado, automaticamente pelo mercado, em 2 reais, pela divisão de 200 reais por 100 produtos. No nosso exemplo, para facilitar a análise, vamos continuar com 100 reais. Enquanto o produto permanecer em 100 unidades, e a quantidade de dinheiro também permanecer em 100 unidades, de acordo com as leis de mercado o preço de cada unidade de produto não se alterará, e continuará custando 1 real, eternamente. A lei de mercado mantém este equilíbrio. Quando se fala em lei de mercado, não estamos falando de uma lei ditada por alguém todo poderoso que tudo pode controlar, ou votada em um parlamento, mas sim de um processo interativo espontâneo e natural da convivência humana onde cada qual busca o seu interesse individual.
Agora, observemos o que acontece quando a quantidade de dinheiro é alterada, sem que haja também, alteração na quantidade do produto. Suponhamos que a quantidade de dinheiro seja aumentada em 10%. Passaremos, agora, a ter 110 unidades de dinheiro (110 reais), e as mesmas 100 unidades de produto. Para que o mercado mantenha o equilíbrio automático entre dinheiro em circulação e produtos a disposição, pela divisão da quantidade de dinheiro pela quantidade de produtos, temos 110 unidades de dinheiro (110 reais) divididos por 100 unidades de produtos, que é igual a 1,10. Cada unidade de produto, agora, custa 1 real e dez centavos. Houve uma correção de preço devido a uma inflação de 10%. Ou também pode-se dizer que houve uma desvalorização da moeda devido a uma inflação de 10%. Quem colocou estes 10% a mais de dinheiro em circulação? As pessoas particulares não foram, nem as empresas. Se alguém fabricar dinheiro vai preso como falsário. Foi alguém que detém a autorização para a fabricação de dinheiro. Nenhuma entidade particular possui este direito. Somente o governo pode fabricar dinheiro. De que maneira o governo introduz esta quantidade a mais de dinheiro no mercado? Gastando de várias maneiras, pois como foi dito antes, o governo é um consumidor onipresente de todos os tipos de produtos.

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18.12.07

ESTA É MUITO BOA

• Dias atrás recebi um e-mail bem interessante. Antes esclareço que não sou de direita. Acho que a direita representa militares, Aureliano Chaves, Sarney, Itamar Franco, José de Alencar, e por aí vai… Sou um liberal. No e-mail, “direita” poderia ser substituída por “liberalismo”, porém vou reproduzi-lo originalmente, para preservar o direito do seu autor, embora não citado.
É o e-mail:

 

ESTA É MUITO BOA! TENHAM UM ÓTIMO DIA!

BEM-VINDA À DIREITA!

Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza.

Tinha vergonha de que o seu pai fosse de direita e, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos de lei que davam benefícios  aos que não mereciam e impostos mais altos para os que tinham maiores ingressos de dinheiro. A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia dele era equivocada.

Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa seu pai perguntou:

- Como vão as aulas?

- Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me custa muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

O pai prosseguiu:

- E a tua amiga Sonia, como vai?

Ela respondeu com muita segurança:

- Muito mal. A sua média é 3, principalmente porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:

- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sonia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

 

Ela indignada retrucou:

- Por quê?! Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sonia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:

- BEM-VINDA À DIREITA!!!!

criado por frypl    0:30 — Arquivado em: Sem categoria

22.10.07

SÓ EDUCAÇÃO NÃO BASTA

É preciso ter coragem para discordar daqueles que defendem a panacéia da educação. Mas, a finalidade deste espaço é o debate. E debate envolve discordância. O problema educacional é apontado por todos como sendo o responsável pela precária situação econômica do nosso País. Quando discutimos educação estamos tentando encontrar caminhos que possam melhorar a situação econômica - os baixos salários e o desemprego - de uma grande parcela do povo brasileiro. Porque a finalidade da educação é econômica, é a melhoria do padrão de vida.
Vou contar uma história verídica a qual acompanhei o seu desenrolar. Eu morava no Paraná e trabalhava em uma empresa estatal cheia de engenheiros e técnicos que trabalhavam muito pouco e percebiam altos salários, principalmente os 80% dos funcionários que batiam o ponto no escritório central da empresa no Rio de Janeiro. Posso garantir que nas localizações de atuação da empresa, ou seja, nas usinas e subestações que é onde atua o funcionário produtivo - o operário - havia 4 vezes mais funcionários que o necessário. Pelo meu levantamento havia aproximadamente dois mil funcionários nas localizações de atuação e oito mil no escritório central, perfazendo um total de dez mil. Entendo que de quinhentos a mil funcionários no escritório central já seria um exagero, tendo em vista que nenhum projeto e nenhuma obra eram executados pelos funcionários, mas por empreiteiras. Numa empresa onde mil e quinhentos funcionários seriam mais do que suficientes, havia 10 mil. Milhares de EMPREGOS IRREAIS. Agora multiplique esse desperdício de mão-de-obra por todas as empresas estatais e por todos os órgãos públicos em todos os níveis de governo.
Enquanto isso, o Baiano, com uma pequena barraca numa dessas feiras de produtores rurais, vendia hortifrutigranjeiros. A feira acontecia uma vez por semana, sempre às quintas-feiras. Começou com poucos itens, imagino que por falta de capital, mas o Baiano era um ótimo vendedor, e algum tempo depois, sua barraca era uma das mais sortidas e movimentadas da feira. O Baiano cativava a simpatia da freguesia com o seu jeito alegre e brincalhão. Passado mais algum tempo ele alugou uma pequena sala onde podia vender os seus produtos todos os dias da semana. Quando alguém pagava a conta com cheque, o Baiano mostrava toda a sua criatividade. Como era analfabeto, e não tinha como saber se o valor estava correto, sutil e sorrateiramente, se socorria em alguém que estivesse por perto, pedindo: leia aqui para min, estou sem os meus óculos. As notas de dinheiro ele conhecia pela cor, e eu como seu freguês habitual nunca presenciei algum erro seu na hora de fazer o troco. E o Baiano seguia em frente. Alugou mais duas salas contíguas a sua para a ampliação do negócio. Antes trabalhava só com a sua família, mas nesta etapa do negócio teve de contratar mais funcionários. O Baiano começou a gerar EMPREGOS REAIS para além da sua família. Depois de mais algum tempo, em uma esquina próxima da sua fruteira, começou a ser erigido um prédio. Em pouco tempo via-se que era um prédio de dois andares. Um dia cheguei à fruteira e perguntei ao Baiano: Quem está construindo aquele prédio ali? E o Baiano me respondeu com um largo sorriso: ali será a sede própria da fruteira do Baiano, e em cima será a minha casa. Alguns meses mais e o Baiano inaugurava a sua nova fruteira muito bem organizada. Era a maior e mais linda fruteira da cidade. Dei os parabéns ao Baiano que não cabia em si de orgulho e felicidade. O Baiano era um grande EMPREENDEDOR ANALFABETO. Eu disse que era, porque infelizmente o Baiano morreu afogado numa praia do Paraná. Ele era um baiano que não conhecia o mar. Tirou uns dias de folga e foi à praia veranear. Estava tomando banho de mar quando o seu relógio caiu do pulso, ao tentar encontra-lo não percebeu uma onda que o derrubou e ele acabou morrendo afogado.
Qual a moral dessa história? A moral é a seguinte: para que o povo de um país tenha um mínimo de dignidade – leia-se: alimentação, vestuário, saúde e teto, tudo simples - não basta educação. É preciso dar valor aos empreendedores. Incentiva-los a ter lucro e reinvestir esse lucro no seu negócio. Precisamos mudar a nossa mentalidade. Precisamos entender que ter lucro não é imoral, mas necessário para fazer a economia crescer. O dono de empresa que esbanja o seu lucro, ou não o obtém, nunca terá sucesso. Quando vemos um empresário bem sucedido, é sinal de que ele cuida e aplica bem os seus resultados, e se caracteriza em uma pessoa frugal. Não precisou ninguém ensinar isso ao Baiano. Ele era um empreendedor nato.
Estou dizendo isto porque virou lugar comum o panacéico discurso de que a única solução para o nosso País é investir pesado em educação. E que só a educação vai resolver todos os nossos problemas. Temos que ter cuidado com isso para não frustrar a expectativa das pessoas. Aqueles que, hoje, vendem essa idéia são os mesmos que, há mais de 20 anos, vendiam a idéia de que só uma nova constituição poderia resolver todos os problemas brasileiros. A nova constituição foi promulgada em 1988 e até agora não percebemos melhora alguma, ou até piorou, tendo em vista que a renda per capita tem diminuído nos últimos anos. Pois, afirmo com convicção, que se apostarmos somente na educação, sem uma desregulamentação do mercado, sem uma diminuição do Estado e sem uma redução de impostos, isto é, sem a implantação do livre mercado, segundo os princípios do Liberalismo Clássico, seremos um País de decepcionados DOUTORES MISERÁVEIS, tal como ocorre em Cuba, onde um médico percebe a humilhante quantia de 30 dólares por mês.
Realmente temos que investir em educação, mas também temos que criar MERCADOS REAIS para esses profissionais. E esse é o trabalho dos empreendedores.
Não adianta gastar bilhões com as escolas e universidades públicas formando profissionais maravilhosos, para depois essa mão-de-obra qualificada ser desperdiçada na ociosidade de um monopólio estatal, ou numa repartição pública abarrotada de paletós onde o empreguismo e o vício politiqueiro campeiam despudoradamente.

criado por frypl    20:54 — Arquivado em: Sem categoria

20.9.07

MAIS EMPREGOS

 As causas do desemprego no Brasil são diversas, mas uma em especial, vivenciei bem de perto. Em meados da década de 90 eu tinha uma fábrica de móveis sob medida e guarda-sóis de madeira para piscinas. O Tonico era um marceneiro dedicado e com muito esforço, conseguiu economizar uma quantia em dinheiro e com um pouco mais arranjado emprestado, montou uma fábrica dessas cadeiras torneadas. Para a minha fabricação do guarda-sol faltava a máquina de fazer o mastro do guarda-sol, e o Tonico tinha essa máquina. Eu conhecia o Tonico, mas nunca tinha visitado o seu estabelecimento. Certo dia, fui até a sua marcenaria para acertar o trabalho que seria executado pela sua tarugadeira. Chegando lá encontrei um galpão grande, cheio de máquinas dispostas uma ao lado da outra numa seqüência lógica, como deveria ser para a fabricação das cadeiras. Mas uma coisa me chamou a atenção: surpreendentemente, só o Tonico estava trabalhando. Trabalhava um pouco numa máquina, um pouco na outra, até aprontar todas as peças que seriam usadas para a montagem das cadeiras. Maior foi a minha surpresa quando vi sua escrivaninha cheia de pedidos de cadeiras. Intrigado, perguntei por que não havia mais gente trabalhando, já que ele tinha maquinário, matéria prima e pedidos de compra. A resposta: eu tinha alguns empregados, mas dois deles “me botaram na justiça” e levaram tudo o que eu tinha conseguido em anos de trabalho, e mais um pouco. Quase fui à falência. Por isso, agora, trabalho sozinho, produzo menos, mas não corro o risco de ser surrupiado.
Adverti:
- Por que você não registrou aqueles empregados?
- Todos eles estavam devidamente registrados e com os encargos sociais em dia, respondeu ele.
- Como conseguiram ganhar o processo?
- Testemunhas falsas, horas extras, dupla função e não sei o que mais. Você sabe como é essa coisa de justiça, não é? O empregado sempre tem razão.
Pois é. De juízes adeptos do preconceito marxista, de que os empregados sempre são explorados pelos patrões, o Brasil está cheio. Com os legisladores ocorre o mesmo. Essa proteção excessiva de inspiração marxista acaba prejudicando os próprios trabalhadores e a sociedade como um todo.
Quantos Tonicos amedrontados e quantas máquinas desocupadas devem existir neste nosso imenso País por conta dessa mentalidade anti-patrão promovida pelos defensores da luta de classes?
Precisamos compreender que o patrão também é trabalhador. Ele é o trabalhador que administra e dirige o negócio, e por sinal, sabemos que ele muitas vezes trabalha mais horas do que os outros. Com a experiência adquirida e o passar do tempo, alguns empregados também montam seus próprios negócios e geram empregos para os menos experientes. É assim que surgem os pólos industriais. E é assim que a economia cresce e cria novas oportunidades de trabalho para as novas gerações. Mas, urge a mudança da nossa mentalidade legislativa e judiciária para criar a cultura de uma cooperação social e econômica tranqüila entre patrões e empregados. Pode ter certeza que todos sairão ganhando.

criado por frypl    18:09 — Arquivado em: Sem categoria

14.8.07

OS CUBANOS

Quando pessoas da elite de um país socialista, atletas de alto nível, privilegiados em relação ao restante da população, fogem e pedem asilo em países livres, é que se percebe o quanto de importância tem a liberdade para o ser humano. Essas pessoas abandonam a pátria e a família, e se arriscam em busca da liberdade real.
Elas não fogem de muros imaginários construídos por sonhadores que não conseguem , ou não querem enxergar as verdadeiras prisões em que se transformaram os países totalitários baseados no sistema socialista. Se pessoas privilegiadas fogem, imagine o quanto deve sofrer o restante da população que não tem a mínima chance de escapar. Pois, a liberdade real é pressuposto fundamental para a felicidade humana. Por isso, por não privilegiar a liberdade, o socialismo e o comunismo são muito desumanos.
Se você nutre alguma simpatia pelo regime cubano, cabe lhe fazer algumas indagações: Você gosta que alguém escolha os seus sapatos, a sua camisa, a sua calça e até mesmo a sua roupa íntima? Você aprova a necessidade de uma autoridade ter de dar permissão para que você possa fazer uma viagem dentro do seu próprio país? Você permite que alguém defina qual profissão deve seguir, onde deve morar e que alimentos deve comer? Você prefere que alguém indique quais livros deve ler, quais filmes deve assistir, qual jornal deve ler? Você aceita que alguém determine quantos rolos de papel higiênico pode gastar por mês? Você não se importa que o proíbam de acessar a INTERNET, de visitar outros países e ainda lhe imponham em qual partido ou candidato votar?
Se você não se importa que outrem decida, nos mínimos detalhes, a sua vida em seu lugar, então você prefere, realmente, um sistema como o de Fidel Castro.
Se você, com sinceridade, aceitasse toda essa ingerência, isto indicaria uma falta de personalidade e de autoconfiança. Assim, você estaria outorgando a sua própria escravização. E eu teria pena de você.
Quando questionamos a falta de liberdade em Cuba, sempre há quem argumente sobre os índices de mortalidade infantil, que realmente são muito baixos naquele país, e sobre os parâmetros nutricionais. Essas coisas são muito importantes e é desejável que as tenhamos, mas a que preço? Em troca da liberdade? Cabe a cada um refletir. É como diz aquela música dos Titãs “não queremos só comida, queremos comida diversão e arte”. Nós queremos muito mais, mas sem liberdade não conseguiremos. A liberdade concedida aos cubanos é mais ou menos como prender um pássaro na gaiola, dar-lhe água e comida, e então dizer: esta ave tem onde se empoleirar, tem o que beber e comer, o governo providenciou tudo, porque ela não tem capacidade para sobreviver por conta própria. Portanto, esse passarinho vive LIVRE E FELIZ DENTRO DESSA GAIOLA, porque o seu dono assim deseja. Mas a felicidade de um ser humano - diferentemente de um cão acorrentado que abana o rabo para o seu dono ao receber um cocho de ração – está menos no que come ou possui e mais na sua liberdade no sentido real, em sonhar e realizar no lugar que escolher e da maneira que bem entender.
Os atletas cubanos – canários belgas* - depois de fugirem da gaiola, não souberam o que fazer com a liberdade. Estavam desacostumados. Preferiram retornar ao cativeiro. O próprio Fidel já os julgou, condenou-os, e executará a pena: nunca mais poderão exercer a profissão de atletas. Se eles se comportarem direito e tiverem sorte talvez se livrem do paredón, e terminem os seus dias não com as luvas de boxe, mas com um facão nas mãos em algum canavial cubano.

* Essa espécie de pássaros só sobrevive em cativeiro.

criado por frypl    12:43 — Arquivado em: Sem categoria

21.7.07

A REDISTRIBUIÇÃO DA RENDA

Antes de fazer essa distribuição de renda demagopopulista, alá Perón, o governo brasileiro deveria se preocupar em retirar o seu peso mastodôntico e sufocante da economia para propiciar ao mercado um crescimento econômico mais vigoroso. Ou seja, antes de dividir (redistribuir) a miséria, o governo deveria pensar na multiplicação da riqueza. Como? Diminuindo a carga tributária, porque 40% do PIB são demais, você não acha? 40% de tudo o que o setor produtivo consegue criar no Brasil é abocanhado pelo governo para ser entregue ao setor improdutivo da sociedade, a uma multidão de gente que não produz nada. Essas pessoas não têm culpa disso, mas sim quem gerencia isso tudo, ou seja, o governo. Não que o setor improdutivo não seja necessário, mas ele tem de ser diminuído, com isso a economia se tornaria mais eficiente o que possibilitaria um aumento da produtividade. E quando a produtividade é aumentada, significa que a economia cresceu mais que o número de pessoas, tocando a cada indivíduo uma fatia maior do bolo nacional, ou seja, há uma redistribuição de renda automática que é executada pelo mercado. Logicamente, para um governo populista como o nosso isso não interessa. O governo precisa tirar proveito das políticas distributivistas pontuais tipo bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo, para colher dividendos político eleitorais, transformando o país todo num grande curral eleitoral. Há uma máxima que diz: “O capitalismo sabe produzir, mas, não sabe distribuir a riqueza e o socialismo sabe distribuir, mas, não sabe produzir”. Acontece que a riqueza tem de ser distribuída na ora e na medida certas, e nada mais justo do que o mercado para fazer esta distribuição. Como disse o meu guru Mises “a riqueza existente hoje não é independente do modo como é distribuída”. O ex-ministro Delfim Neto certa vez afirmou a necessidade de se fazer o bolo crescer para depois dividi-lo, coisa que, obviamente, seus opositores da época discordaram e com razão. Pois, o bolo deve ser distribuído na medida em que cresce e isso é feito não pelo altruísmo dos empresários, mas naturalmente por uma imposição do livre mercado. No entanto, os opositores de Delfim, e os atuais intervencionistas não se contentam com isso e querem distribuir um bolo maior do que aquele que realmente existe. Com tais políticas econômicas o governo vai conquistando eleitores para os próximos pleitos e garantindo a perpetuação da miséria.

criado por frypl    1:40 — Arquivado em: Sem categoria

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