É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI

DISCUSSÃO SOBRE AS POLÍTICAS ECONÔMICAS

14.8.07

OS CUBANOS

Quando pessoas da elite de um país socialista, atletas de alto nível, privilegiados em relação ao restante da população, fogem e pedem asilo em países livres, é que se percebe o quanto de importância tem a liberdade para o ser humano. Essas pessoas abandonam a pátria e a família, e se arriscam em busca da liberdade real.
Elas não fogem de muros imaginários construídos por sonhadores que não conseguem , ou não querem enxergar as verdadeiras prisões em que se transformaram os países totalitários baseados no sistema socialista. Se pessoas privilegiadas fogem, imagine o quanto deve sofrer o restante da população que não tem a mínima chance de escapar. Pois, a liberdade real é pressuposto fundamental para a felicidade humana. Por isso, por não privilegiar a liberdade, o socialismo e o comunismo são muito desumanos.
Se você nutre alguma simpatia pelo regime cubano, cabe lhe fazer algumas indagações: Você gosta que alguém escolha os seus sapatos, a sua camisa, a sua calça e até mesmo a sua roupa íntima? Você aprova a necessidade de uma autoridade ter de dar permissão para que você possa fazer uma viagem dentro do seu próprio país? Você permite que alguém defina qual profissão deve seguir, onde deve morar e que alimentos deve comer? Você prefere que alguém indique quais livros deve ler, quais filmes deve assistir, qual jornal deve ler? Você aceita que alguém determine quantos rolos de papel higiênico pode gastar por mês? Você não se importa que o proíbam de acessar a INTERNET, de visitar outros países e ainda lhe imponham em qual partido ou candidato votar?
Se você não se importa que outrem decida, nos mínimos detalhes, a sua vida em seu lugar, então você prefere, realmente, um sistema como o de Fidel Castro.
Se você, com sinceridade, aceitasse toda essa ingerência, isto indicaria uma falta de personalidade e de autoconfiança. Assim, você estaria outorgando a sua própria escravização. E eu teria pena de você.
Quando questionamos a falta de liberdade em Cuba, sempre há quem argumente sobre os índices de mortalidade infantil, que realmente são muito baixos naquele país, e sobre os parâmetros nutricionais. Essas coisas são muito importantes e é desejável que as tenhamos, mas a que preço? Em troca da liberdade? Cabe a cada um refletir. É como diz aquela música dos Titãs “não queremos só comida, queremos comida diversão e arte”. Nós queremos muito mais, mas sem liberdade não conseguiremos. A liberdade concedida aos cubanos é mais ou menos como prender um pássaro na gaiola, dar-lhe água e comida, e então dizer: esta ave tem onde se empoleirar, tem o que beber e comer, o governo providenciou tudo, porque ela não tem capacidade para sobreviver por conta própria. Portanto, esse passarinho vive LIVRE E FELIZ DENTRO DESSA GAIOLA, porque o seu dono assim deseja. Mas a felicidade de um ser humano - diferentemente de um cão acorrentado que abana o rabo para o seu dono ao receber um cocho de ração – está menos no que come ou possui e mais na sua liberdade no sentido real, em sonhar e realizar no lugar que escolher e da maneira que bem entender.
Os atletas cubanos – canários belgas* - depois de fugirem da gaiola, não souberam o que fazer com a liberdade. Estavam desacostumados. Preferiram retornar ao cativeiro. O próprio Fidel já os julgou, condenou-os, e executará a pena: nunca mais poderão exercer a profissão de atletas. Se eles se comportarem direito e tiverem sorte talvez se livrem do paredón, e terminem os seus dias não com as luvas de boxe, mas com um facão nas mãos em algum canavial cubano.

* Essa espécie de pássaros só sobrevive em cativeiro.

criado por frypl    12:43 — Arquivado em: Sem categoria

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