21.7.07
A REDISTRIBUIÇÃO DA RENDA
Antes de fazer essa distribuição de renda demagopopulista, alá Perón, o governo brasileiro deveria se preocupar em retirar o seu peso mastodôntico e sufocante da economia para propiciar ao mercado um crescimento econômico mais vigoroso. Ou seja, antes de dividir (redistribuir) a miséria, o governo deveria pensar na multiplicação da riqueza. Como? Diminuindo a carga tributária, porque 40% do PIB são demais, você não acha? 40% de tudo o que o setor produtivo consegue criar no Brasil é abocanhado pelo governo para ser entregue ao setor improdutivo da sociedade, a uma multidão de gente que não produz nada. Essas pessoas não têm culpa disso, mas sim quem gerencia isso tudo, ou seja, o governo. Não que o setor improdutivo não seja necessário, mas ele tem de ser diminuído, com isso a economia se tornaria mais eficiente o que possibilitaria um aumento da produtividade. E quando a produtividade é aumentada, significa que a economia cresceu mais que o número de pessoas, tocando a cada indivíduo uma fatia maior do bolo nacional, ou seja, há uma redistribuição de renda automática que é executada pelo mercado. Logicamente, para um governo populista como o nosso isso não interessa. O governo precisa tirar proveito das políticas distributivistas pontuais tipo bolsa família, bolsa isso, bolsa aquilo, para colher dividendos político eleitorais, transformando o país todo num grande curral eleitoral. Há uma máxima que diz: “O capitalismo sabe produzir, mas, não sabe distribuir a riqueza e o socialismo sabe distribuir, mas, não sabe produzir”. Acontece que a riqueza tem de ser distribuída na ora e na medida certas, e nada mais justo do que o mercado para fazer esta distribuição. Como disse o meu guru Mises “a riqueza existente hoje não é independente do modo como é distribuída”. O ex-ministro Delfim Neto certa vez afirmou a necessidade de se fazer o bolo crescer para depois dividi-lo, coisa que, obviamente, seus opositores da época discordaram e com razão. Pois, o bolo deve ser distribuído na medida em que cresce e isso é feito não pelo altruísmo dos empresários, mas naturalmente por uma imposição do livre mercado. No entanto, os opositores de Delfim, e os atuais intervencionistas não se contentam com isso e querem distribuir um bolo maior do que aquele que realmente existe. Com tais políticas econômicas o governo vai conquistando eleitores para os próximos pleitos e garantindo a perpetuação da miséria.
criado por frypl
1:40 — Arquivado em: 
