É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI

DISCUSSÃO SOBRE AS POLÍTICAS ECONÔMICAS

30.3.11

CERTEZA

Em muitas ocasiões sou acusado de não ter humildade ao defender as Idéias Liberais, ou seja, o Livre Mercado, e se admiram quando defendo essas idéias com tanta certeza.

E por falar em certezas, em algumas coisas, eu, realmente, não tenho dúvidas. Tenho certeza, por exemplo, de que qualquer ser humano de mente sadia prefere ganhar alguns milhares de dólares por mês ao invés de míseros 30.

Tenho certeza de que este ser humano prefere andar em estradas asfaltadas a andar em estradas de chão batido.

E tenho certeza também de que ele gostaria de não ter de pedir permissão ao governo para fazer uma viagem seja para aonde ou que motivo for.

Tenho certeza de que ele não gostaria de viver em um país onde não pudesse acessar a internet livremente.

Tenho absoluta certeza de que dois rolos de papel higiênico por mês é muito pouco para toda a família limpar o…

Tenho certeza de que aparecerá alguém para dizer que a guerra fria acabou e que essas coisas só existem na minha cabeça, mas constato, ao mesmo tempo, que essas são as mesmas pessoas que elogiam o regime cubano e sonham em implantá-lo aqui no Brasil.

Tenho certeza de que uma pessoa esforçada e produtiva não gostaria de ver o resultado do seu suor ser transferido para outrem que sequer move uma palha para conseguir alguma coisa na vida.

Tenho certeza de que as pessoas de qualquer lugar adoram os seus telefones celulares criados pelo mundo do Livre Mercado.

Tenho certeza de que as pessoas de todos os lugares do Planeta adoram usar os seus computadores conectados as redes sociais do mundo inteiro.

Tenho certeza de que em um mundo intervencionista ao extremo (no socialismo), só os “seres superiores” da alta cúpula podem desfrutar dessas maravilhas criadas pelo Livre Mercado.

Tenho certeza, e todos podem confirmar, de que nos países onde não existe o Livre Mercado o individuo é privado de todas as outras liberdades. Ele é um escravo do governo.

Tenho certeza de que um ser humano de sã consciência prefere escolher, ele mesmo, os livros, os jornais, as revistas que quer ler, ou os canais de rádio e televisão a que quer ouvir e assistir e não aqueles permitidos ou indicados pelo governo.

E tenho certeza de que a maioria das pessoas, não seria idiota de escolher o pior quando pode optar pelo melhor.

Tenho certeza de que um pouco de intervenção econômica agora, logo adiante exigirá um pouco mais de intervenção e em seguida mais e mais, e que esse caminho não tem volta.

Tenho certeza de que o poder corrompe, e de que o poder absoluto corrompe absolutamente.

Tenho certeza de que a alternativa diametral ao Livre Mercado, é uma economia planificada e orquestrada por tiranos vivendo nababescamente enquanto o povo é mantido escravizado na miséria e impedido de auto-enriquecer.

E tenho certeza, sim, de que só o Livre Mercado pode dar às pessoas a liberdade de escolha, seja ela política, econômica, religiosa ou qualquer outra.

Tenho certeza, também, de que a pobreza de um país só será amenizada ou erradicada de verdade sem a dependência de governos intervencionistas, paternalistas, populistas demagogos e dominadores.

Enfim, tenho certeza de que o ser humano só poderá ser próspero e feliz, sendo livre.

E antes que alguém me acuse de estar exagerando, e que o Brasil está longe das situações apontadas acima, aviso que não estamos tão longe assim. Basta acompanharmos um pouco os noticiários e perceberemos que a propriedade privada, um dos principais pilares do Livre Mercado, está sendo violentamente desrespeitada no Brasil. Bandidos disfarçados de agricultores Sem Terra invadem fazendas (produtivas), destroem o patrimônio, agridem os empregados e os proprietários, roubam animais e mantimentos e deixam um rastro de destruição e violência. E tudo isto com o aval e o financiamento da esquerda (socialista) hoje no poder. Tanto é assim que dentro do PNDH-3 (Plano Nacional de Desenvolvimento Humano-3), por exemplo, encaminhado pelo Governo Lula no ocaso de seu mandato, há Projeto de Lei visando dar mais apoio e regalias aos criminosos do MST. Segundo o projeto, em casos de invasão, o proprietário legítimo não terá o aparato jurídico na desocupação como ocorre hoje. O legítimo proprietário terá de provar que é o legitimo dono e outros quesitos mais, como índices de produtividade e etc. Enquanto isso os invasores serão os legítimos proprietários até que se consiga a reintegração de posse, se é que se conseguirá. Estamos retrocedendo ao tempo da barbárie.

Se o PNDH-3 for aprovado, será dado um tiro de misericórdia na Liberdade Individual e no nosso incipiente Livre Mercado. Há mais de 500 artigos dentro deste Plano e todos apontam para a eliminação da liberdade e o avanço do governo em todos os campos da atividade privada. A Lei de Imprensa também está na alça de mira dos inimigos da liberdade. Portanto, o caminho em que estamos seguindo é muito perigoso. Há que se mudar o rumo desta história enquanto é tempo, pois o Mercado Livre só funciona bem, tendo a CERTEZA de que não será importunado e surrupiado por burocratas mal intencionados, verdadeiros bandidos investidos de muito poder e travestidos de benfeitores da sociedade.

criado por frypl    1:51 — Arquivado em: Sem categoria

12.4.10

ECONOMIA NA ESCOLA

Prezado Kupfer:

Nosso papo era sobre inflação, mas então o Marcelo imiscuiu-se e disse:

“Muitos povos instruídos elegeram ou aclamaram regimes autoritários e genocídios…”

Foi então que sugeri o ensino de economia. Porque tudo gira em torno da economia. Se aeconomia de um país vai bem, tudo o mais vai bem. Se a nossa economia fosse bem desenvolvida não perderíamos todos os nossos craques para o futebol europeu. Há algum tempo iam embora os jogadores de mais de 20 anos, já formados. Hoje eles estão indo com 14, 15 anos ou menos. Os clubes brasileiros não têm cacife para segurá-los. Quando a economia vai mal, até a nossa alegria vai embora.

Veja o que está acontecendo na Venezuela de Hugo Chaves com a implantação do “socialismo do século XXI.” Chaves pensa que sabe melhor do que o próprio povo o que é melhor para eles. Ele está substituindo aquele incipiente livre mercado pelas suas (dele) próprias decisões econômicas. Chaves está estatizando a economia, fabricando inflação, prendendo os adversários políticos, calando a imprensa e levando aquele povo a ruína. Se o povo da Venezuela tivesse uma mínima noção do funcionamento da economia, não teria elegido Chaves.

É claro que o nosso ensino é precário. Há alunos de quinta e sexta séries ou mais que não sabem a raiz quadrada de 4, ou que não sabem ler. Mas isso é coisa que nem deveríamos estar discutindo, pois não deveria ser assim.

Meu ponto é que podemos ter um país cheio de doutores, mas se não tivermos um clima de liberdade em todos os sentidos, inclusive (e até mais importante) econômico, não haverá progresso. O aumento do bem estar e o aumento do padrão de vida da população dependem do florescimento da economia. Por isso as pessoas deveriam compreender como a economia funciona. Sem este conhecimento, mesmo países desenvolvidos com seu povo esclarecido de vez em quando caem na lábia de políticos demagogos e ou autoritários como citou o Marcelo. Sem o conhecimento sobre a economia um povo corre o risco de ficar amarrado ao subdesenvolvimento e impedido de encontrar a saída por acreditar em políticos que prometem o paraíso sem que para isso seja exigido um mínimo de esforço. Claro que o paraíso é só para eles, os políticos.

As aulas de economia de que propus não teriam a finalidade de formar economistas, mas apenas mostrar os princípios básicos. Os alunos poderiam perfeitamente aprender matemática, português, bons costumes e ainda algumas noções de economia sem nenhum prejuízo para as outras disciplinas.

Quanto a infelicidade do meu comentário, não penso assim. Não pode ser infeliz um comentário que sugere ensinamento, transmissão de conhecimento com a melhor das boas intenções. Você desta maneira parece agir como o mágico que não quer e não pode revelar o truque, sob pena de perder os poderes e os rendimentos. Sei que este não é o seu caso, mas parece. Estou falando dos governos. Os governos usam e abusam do truque inflacionário desde tempos imemoriais porque a maioria das pessoas não se questiona a respeito desses temas.

Abrs.

criado por frypl    17:04 — Arquivado em: economia

6.4.10

O CASO DA H2OCEAN

A H2OCEAN foi praticamente escorraçada do Brasil. Não fosse essa praga burocrática sanguessuga o Brasil poderia ser um pouco melhor.

Tentei postar no blog do Kupfer, mas o comentário não entrou, por isso direcionei para cá por achar oportuna a leitura deste caso para que mais gente possa confrontar com as idéias intervencionistas do sr. Kupfer.

“Água mineral feita a partir do mar chega aos EUA

Moradores de Miami, na Flórida (EUA), poderão a partir do próximo mês entrar em lojas de conveniência da cidade e levar pra casa uma nova garrafa de água mineral, a H2Ocean. Seria apenas mais uma marca no mercado, não fosse por um detalhe: a H2Ocean é feita a partir da água do mar, com aplicação da nanotecnologia. E mais. O processo foi desenvolvido por brasileiros. A H2Ocean nasceu da experiência de dois cientistas, que começaram a desenvolver a tecnologia de controle de minerais em água dessalinizada. Isso ocorreu há dez anos. Em seguida, somaram-se à dupla outros dois sócios. Em 2003, eles conseguiram a patente do processo e passaram a bater de porta em porta para tentar comercializar a água. “Ao longo de dez anos, foram investidos cerca de US$ 2 milhões na companhia”, diz Rolando Viviani, gerente de marketing da H2Ocean. Segundo ele, todas as pesquisas foram feitas com recursos próprios dos quatro sócios. Seus nomes, por enquanto, são mantidos em sigilo. No início, o objetivo da H2Ocean era vender a água “nanotecnológica” no Brasil. A empresa alega ter procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2006 para realizar o pedido de registro do engarrafamento do produto. A resposta teria sido a de que não há legislação específica para que esse tipo de água seja vendido no país por conta da sua fonte: o mar. Procurada, a Anvisa informou que a H2Ocean nunca entrou com um pedido de registro. A empresa, entretanto, enviou ao Valor fac-símile da página da Anvisa na internet em que aparece o número do processo do registro e do protocolo, em nome de Aquamare Beneficiadora e Distribuidora de Água. A data de entrada é de outubro de 2006 e o pedido foi negado em março do ano passado. Em dezembro, a mesma Aquamare fez uma segunda tentativa, enviando uma carta à Anvisa em que pedia esclarecimentos sobre o que fazer para obter o registro. A resposta veio quatro meses depois, com a indicação de que a empresa deveria “importar” uma legislação sobre o assunto. Ao Valor, a Anvisa também informou que “a empresa interessada na produção (…) de água dessalinizada deve apresentar, preferencialmente por intermédio de uma associação, proposta de regulamentação para avaliação pela Anvisa”. As dificuldades para se obter o registro no Brasil levaram a H2Ocean a mudar de estratégia. A empresa continua interessada em obter a aprovação da Anvisa, mas decidiu priorizar a busca por novos mercados. A opção foi pelos EUA. “O registro da empresa saiu em três horas e a água foi analisada em 15 dias. Nos EUA, conseguimos resolver em três meses tudo o que não conseguimos aqui em quatro anos”, afirma Viviani. O Valor, porém, não teve acesso ao registro obtido no exterior. A venda da H2Ocean começa nos Estados Unidos em agosto, em três estados: além da Flórida, Nova Jérsei e Atlanta. Foram embarcados oito contêineres do produto, feito inicialmente na fábrica de Bertioga, litoral sul de São Paulo. A unidade poderá ser desativada em breve. A produção deve ser transferida para os EUA no fim deste ano. A nanotecnologia foi o instrumento utilizado pela H2Ocean para transformar a água do mar em água mineral dessalinizada. A água dos oceanos é rica em micro e macro nutrientes, como o boro, o cromo e o germânio - elementos dos quais o corpo humano necessita, em pequenas doses. Com a nanotecnologia, a H2Ocean conseguiu, a partir da água recolhida em alto mar, retirar o sal e manter grande parte dos minerais. Para chegar a esse resultado, os cientistas criaram um filtro com nanotecnologia aplicada, o nanofiltro. O processo inicial é o mesmo que se faz desde a década de 1940: a dessalinização. Depois de retirado o sal, restam duas opções, segundo Viviani: “Ou todos os minerais são retirados da água ou ela continua salgada”. Com uma sequência de nanofiltragens, a H2Ocean conseguiu manter 63 dos 86 minerais contidos na composição inicial. Surgiu a água do mar mineral. Para saber se o resultado é bom, o brasileiro vai ter de esperar. Ou passar em alguma “deli” na próxima viagem à Disney.

Fonte: Gazeta Mercantil”

criado por frypl    21:37 — Arquivado em: economia

30.7.09

COMENTÁRIO NO BLOG DO KUPFER

Vou contar uma história real que acompanhei. Um conhecido meu foi convidado para assumir o comando financeiro de uma empresa que se encontrava em dificuldades. Logo que assumiu passou a renegociar caso a caso. A situação era crítica. Nos primeiros dias de trabalho recebia de 3 a 4 ligações de cada banco – operava com 2 ou 3 bancos – para cobrir os cheques voadores que aterrissavam todos os dias com a ameaça dos gerentes de que as contas seriam encerradas se os cheques não fossem cobertos imediatamente. Os fornecedores faziam fila na sala de espera tentando cobrar as duplicatas vencidas. Os salários dos funcionários estavam atrasados. Havia algumas salas cujos aluguéis também estavam atrasados há mais de 3 meses. O INSS atrasado havia sido parcelado, mas ia vencer a terceira parcela o que acarretaria a perda do parcelamento e outras conseqüências. Também havia dívida de ISSQN junto à prefeitura, inclusive de valores já recebidos de clientes (prestadores de serviço), situação que configura apropriação indébita. A pressão era muito forte e a situação desesperadora.  

 

Obviamente a empresa chegou a esta situação graças a incompetência e irresponsabilidade do diretor financeiro anterior. O novo diretor planejou a venda de uma pequena parte da empresa. Com a entrada de capital novo conseguiu dar uma acalmada nos credores. Renegociou todas as dívidas adequando-as a realidade da empresa. E como era uma prestadora de serviços o que mais pesava nas despesas era precisamente a folha de pagamentos. Como naquela época havia uma inflação muito alta – em torno de 30% ao mês - foi fácil fazer uma redução de salários (os salários passaram a ser reajustados através de um redutor de inflação) acompanhados da correção total, sempre que possível, dos valores do fornecimento dos serviços prestados. Com isso conseguiu produzir lucros operacionais possibilitando a amortização das dívidas.

 

Depois de um determinado período de austeridade financeira e o cumprimento daquilo que havia sido renegociado, conseguiu restabelecer a credibilidade da empresa junto ao mercado, mesmo que todas as dívidas estivessem longe de ser quitadas. Durante o arrocho a que submeteu a empresa ele sofria muita pressão e reclamação dos funcionários que o chamavam de carrasco insensível. Antes de ser levada a cabo a tarefa de torná-la uma empresa sólida, saiu, entrando em seu lugar outro diretor mais ou menos da linha do anterior. O novo diretor imediatamente concedeu aumentos gerais de salários, afrouxou as despesas e aumentou os investimentos. Eu mesmo ouvi comentários de funcionários dizendo que “agora, sim, temos um diretor competente e não aquele idiota que não dava aumento pra ninguém”. Não percebiam aqueles pobres coitados que estavam a um passo de a empresa ter as portas lacradas e que eles corriam o sério risco de perder o emprego.  E é assim que funciona; períodos de austeridade e de impopularidade de uns (os malvados) servem para proporcionar períodos de esbanjamento e popularidade de outros (os bonzinhos). Se esta história revela alguma semelhança com alguns governos e governantes de alguns países (todos ou quase todos) não são meras coincidências.

criado por frypl    1:00 — Arquivado em: economia

É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI - O LIVRO

Se você quiser compreender o verdadeiro mundo em que vivemos, como, basicamente, funciona a economia e como podemos melhorar o nosso País, leia o livro “É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI”. A leitura é leve e de fácil compreensão. Você pode encontrá-lo no link http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1612568&sid=1661691281083731323677360&k5=15018AD0&uid=

criado por frypl    0:57 — Arquivado em: economia

17.7.09

CARGA TRIBUTÁRIA


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Sou um cara de boa fé, em princípio eu acredito nas pessoas. Houve um tempo em que, apesar de não concordar com a ideologia socialista/comunista/intervencionista, respeitava as pessoas que defendiam essas idéias porque achava que elas eram honestas. Hoje em dia sou um liberal bem mais convicto e perdi todo o respeito por essa corja que quer conquistar e manter o poder a qualquer custo. O PT era um partido com o qual não tinha afinidade ideológica, mas respeitava as pessoas que o compunham porque acreditava na sua boa intenção. Realmente eu era muito ingênuo. Depois de todos os escândalos em que se envolveram, das mentiras, dólares em cuecas, depois que descobri que eles são iguais ou pior que os outros, não acredito em nada que venha dessa gente, principalmente estatísticas. Porque eles fazem tudo com o único objetivo de se perpetuar no poder. O populismo, a busca pelo igualitarismo, a coletivização, a redistribuição artificial e demagógica da renda nos levará inevitavelmente a mais pobreza. Mas isso não importa para eles, o que importa é manter o poder e brincar de reizinho populista.

E antes que alguém me acuse de Tucano, declaro que não tenho partido, pois não existe nenhum neste país que seja digno do meu voto.

O problema, Ney Henrique, é que vocês socialistas/comunistas e intervencionistas só pensam na distribuição, não pensam na produção. Mas a produção está intimamente ligada e dependente do tipo de distribuição que se estabeleça. Sim, porque quem vive pregando o aumento de impostos não pode estar pensando no aumento da produção. Vocês planejam construir o segundo andar de um prédio sem antes ter construído o primeiro. O liberalismo prega uma maneira consistente de aumentar a produção e melhorar a distribuição. E não é aquela história idiota de fazer o bolo crescer para depois distribuir. Não é isso. Pois o bolo será distribuído na medida em que crescer, mas nunca antes de existir. Se o mercado produzir 5 sacos de feijão, os 5 sacos serão distribuídos. Se produzir 20 sacos, os vinte serão distribuídos. Qualquer coisa que o mercado produza, tenha certeza que será distribuído pelo próprio mercado na sua totalidade no decorrer do tempo. Então, o que pregamos é que se crie um clima favorável à multiplicação da produção. E esse clima não será conseguido com a alta carga tributária, com a ameaça constante da criação de impostos sobre os ricos, impostos sobre grandes fortunas, impostos sobre herança, controles de preços ou qualquer coisa que ameace o aumento da produção acima do aumento da população, ou seja, que ameace o aumento da produtividade. Vocês todos sabem muito bem que a maioria das pessoas constrói o que constrói objetivando o futuro da prole. Destruam essa motivação, e estarão destruindo a possibilidade do progresso.

Há princípios dos quais não se podem prescindir. Não há como aumentar a produção sem a prévia acumulação de capital. E esse capital acumulado deve ser aplicado nos setores produtivos da sociedade. E a sociedade assim o fará através dos empreendedores. Do outro lado, tudo o que é arrecadado em impostos vai para o setor improdutivo da sociedade, vai para uma máquina que consome muito e não produz nada. Nós sabemos como funciona o espírito de corpo. A sociedade deve despertar para isso, ou seja, para que não permita que o setor improdutivo cresça mais que os setores produtivos. Mas, infelizmente, é isso o que acontece nos países onde o Estado se agigantou. O setor improdutivo, o que manda, subjugou os setores produtivos da sociedade. O setor improdutivo também é necessário, mas ele não pode engolir os setores produtivos. Quanto menor o setor improdutivo e maior o setor produtivo, mais próspera será a sociedade. Isso é uma obviedade, mas tem gente que não enxerga.

Veja a vergonha que está o nosso congresso. Há dezenas de copeiros, garçons, diretores, faxineiros e serviçais para cada senador ou deputado donos de castelos, mansões, aviões… tudo pago por nós, os pagadores de impostos. Uma verdadeira destruição de riqueza. Uma vergonha, um descalabro, um escárnio… e faltam palavras para descrever aquele “paraíso infernal.” E aquilo se multiplica por dezenas de estados, milhares de municípios, centenas de estatais, milhares de autarquias e repartições públicas. Se lá, nas barbas da grande imprensa nacional a roubalheira e a sem-vergonhice correm soltas, imagine no resto do país. É uma sangria capilarizada de recursos sendo consumida por parasitas encostados nos donos do poder.

Nós, aqui do nosso lado, temos que pressionar para que isso diminua, afinal nós que produzimos coisas palpáveis é que estamos pagando essa conta criminosa. E pressionar não é ir lá na frente do congresso agitar bandeiras e gritar palavras de ordem. Não é isso. Pressionar para que aquilo lá diminua é usar todos os espaços que tivermos para pregar a diminuição do Estado. O Estado é necessário, mas não em demasia. Temos de pressionar para a diminuição dos impostos e conseqüente diminuição do desperdício, assim teremos mais capital aplicado no aumento da produção. Agora, quem não faz parte daquele clube de vigaristas privilegiados e amparados por leis sacanas pregar aumentos ou a manutenção dos altos impostos que já temos, como fazem alguns por aqui, é prestar um grande desserviço à nação - principalmente aos mais pobres - e assinar o atestado de burrice.

criado por frypl    16:08 — Arquivado em: economia

10.5.09

FABRICANDO A FUTURA CRISE

Os que estão no poder, hoje, mesmo que sejam da esquerda, ainda não acenam com a possibilidade de se estabelecer um controle total de preços. Não porque não tenham vontade, muito menos por convicção. É que o País atingiu certo grau de estabilidade de preços graças a ajustes efetuados pelos governos anteriores e que teve continuação no próprio governo Lula, apesar de ele ter pregado o contrário disso durante os seus 20 anos de campanha para presidente.

 

As políticas populistas estão sendo implementadas cada vez com mais intensidade. O País está sendo empurrado a gastar mais do que pode numa tentativa de acelerar o crescimento. Já não bastava o PAC, agora o governo lança, num momento estratégico eleitoral, o “minha casa, minha vida”, (minha eleição). Para a análise de crédito feita pela Caixa Federal a exigência é de documentos pessoais e comprovação de renda “formal ou informal”, - está na cartilha - ou seja, há um afrouxamento na análise de crédito induzida pelo governo. Concomitantemente há notícias de que os preços dos imóveis estão subindo mais do que a inflação, ou seja, está se criando uma bolha no mercado de imóveis. Este programa, guardadas as proporções, lembra bem a política habitacional que ajudou a aprofundar a crise norte americana. Vamos trilhar o mesmo caminho? A lição não serviu para nada?

 

As taxas de juros praticadas pelo Banco Central – até agora controladas com bastante perícia por Meirelles e cia, diga-se de passagem, e ainda assim tão criticadas pela militância esquerdista nacional - é que manteve a estabilidade econômica do nosso País e agora proporciona uma travessia da crise não tão traumática como em outros países. Não que este controle de preço do dinheiro tenha a aprovação sob um ponto de vista liberal. Mas é o sistema vigente, e enquanto não for mudado deve ser tocado com responsabilidade.  

 

Mas bastará alguma instabilidade nos preços e não faltará quem grite pedindo mais controle do governo. E se fizéssemos uma pesquisa popular descobriríamos que a maioria é a favor do tabelamento de preços. A nossa história recente (1986) nos brindou com a mais estapafúrdia aventura econômica já vivida no nosso País: o “plano cruzado – o plano da inflação zero”. Foi um plano que tabelou e congelou os preços de todos os produtos e serviços. Gerentes de lojas e de hotéis, donos de supermercados e empresários em geral foram transformados em criminosos e eram presos por vender produtos a preços fora do tabelamento do governo. Os bois eram caçados no pasto pela Polícia Federal sendo arrancados a força dos seus proprietários. E tudo isso com a aprovação da grande maioria dos “especialistas”, da mídia e da população. Logo em seguida ficou provado que controles de preços além de não funcionarem, causam desordem na economia e escassez de produtos, porque o governo sempre tabela abaixo do preço que seria praticado pelo mercado.

 

Agora o ponto onde eu queria chegar. Todo o produto tabelado abaixo do preço de mercado se torna escasso, porque há, por um lado um desestímulo a sua oferta, e por outro, um incentivo ao seu consumo, situação que proporciona uma dessincronia entre oferta e demanda. Com o dinheiro ocorre a mesma coisa. E o dinheiro é o produto mais importante em uma economia de mercado porque ele se relaciona com todas as outras mercadorias. Ele é a mercadoria comum a todas as outras mercadorias. Ele é o meio de troca. Por isso o seu tabelamento, ou seja, o tabelamento da taxa de juros causará distorções nos investimentos, principalmente se for com viés populista. Investimentos mal feitos não dão o devido retorno. Se não há retorno, a empresa quebra. Se a empresa quebra há desemprego. Se há muitas empresas quebrando há recessão e muito desemprego. É o círculo vicioso negativo. E isso ninguém quer, mas todos pedem, ingenuamente, talvez por influência dos “especialistas” e/ou por ignorância, que se reduzam drasticamente a taxa de juros. Juros baixos são desejáveis, mas a redução artificial dessa taxa é medida populista, e o populismo levou muitos países à bancarrota. É aí que mora o perigo. Receitas populistas num país de maioria semi-analfabeta é o caminho certo para crises futuras e atraso econômico.

 

Se quiserem mesmo diminuir a taxa de juros, o governo que pare de pedir emprestado, diminua a sua dívida e assim sobrará mais dinheiro para a iniciativa privada, com taxas de juros menores. O resto é artificialismo universalista.

 

criado por frypl    14:18 — Arquivado em: economia

25.12.08

EM DEFESA DO LIVRE MERCADO

Nestes tempos de turbulência, poucas vozes se levantam contra essa quase unanimidade na imputação da culpa ao livre mercado pela atual crise. Sinto que há a necessidade de mais contraditórios e acredito que com isso muita gente poderá mudar de idéia. Foi preciso muita coragem e convicção para escrever este artigo, diante das manifestações pró-intervenção de nomes de peso da área econômica e da gritaria da grande maioria dos defensores do anti-mercado.

Quando vai ao supermercado e compra um iogurte, você está interagindo no mercado, ou seja, no sistema de preços e produção. Você está mandando um recado aos empresários, dizendo para que mantenham ou aumentem o capital investido na produção do seu iogurte preferido. Se não concorda com isso e foi um eleitor do Lula, então você, de modo semelhante, acha que o seu voto não teve nenhuma importância para a eleição do Presidente da República. Então talvez você pense: - se eu não comprar o iogurte não haverá alteração nenhuma na sua produção. E se eu não tivesse votado no Lula ele seria igualmente eleito.

Mas, e se a grande maioria pensar como você? A fábrica de iogurte fecha e o Lula não teria sido eleito, correto? Os fabricantes de iogurte e de todos os outros tipos de mercadorias existentes travam uma luta diária para conquistar e manter a sua preferência, assim como o Lula lutou para conquistar o seu voto. A diferença é que os empreendedores precisam da aprovação diária para os seus produtos, enquanto que os políticos têm um período de alguns anos de pré-aprovação. Se o empresário não atender as expectativas dos consumidores, será banido imediatamente da sua atividade. O mercado é ágil. Já a substituição dos políticos e suas políticas desenvolvimentistas, levarão alguns anos. Muitas vezes o autor de determinada lei já morreu, mas ela continua lá fazendo estragos por longos anos até que, talvez um dia, seja revogada.

Traço este paralelo entre o consumidor e o eleitor somente para demonstrar a importância de um único consumidor e de um único eleitor nos processos econômicos e eleitorais, respectivamente. Quando o consumidor é ignorado nesta consulta para a orientação da produção, ou seja, quando os políticos e os tecnocratas são quem determinam quais as áreas econômicas que devem ser desenvolvidas, acabam sendo produzidas algumas coisas em excesso e outras deixam de ser fabricadas. Essas desorganizações das produções, dependendo do volume e da persistência com que ocorrem, causam distorções no sistema de mercado podendo chegar a graves crises econômicas como a que está ocorrendo nos EUA. Quando os recursos são aplicados de maneira equivocada, chega um momento em que é preciso parar e corrigir o rumo. Essa reorientação sempre é acompanhada de uma recessão, quer queiram quer não. Este é o caso quando os governos e seus tecnocratas ignoram as possibilidades do mercado, os desejos e as ordens dadas pelos consumidores.

Quando um empresário falha na identificação das ordens dos consumidores, apenas a sua empresa e os seus empregados pagam a conta do fracasso. Mas quando um governo, ao tentar substituir as leis de mercado por operadores tecnocratas, erra o caminho, todos os ramos de atividade são prejudicados. As falhas de mercado, ou dos agentes do mercado, são menores, isoladas e se resolvem caso a caso. Quando uma empresa desaparece, os seus clientes passam a ser atendidos pelas sobreviventes do mesmo ramo, fortalecendo-as. Já as falhas de governos são grandiosas, contaminam toda a economia, há lentidão na identificação do erro cometido e na sua resolução.

Os homens públicos adoram passar para a História sendo lembrados como os grandes desenvolvedores de uma área econômica específica. Politicamente é uma jogada genial, para a economia e para o povo é uma desgraça. Juscelino foi o homem da indústria automobilística. Seu slogan era: governar á abrir estradas. Lula se diz o presidente da auto-suficiência do petróleo, Brizola é lembrado como o homem da educação. Até os do norte prometeram uma casa para cada americano. Não que todas estas coisas não sejam importantes, antes pelo contrário. Mas os consumidores são quem, em última instância, devem definir onde será aplicado o capital disponível - como numa espécie de orçamento participativo automático, diário, dinâmico, espontâneo, ininterrupto, inconsciente, justo e natural – caso contrário sempre haverá problemas econômicos e as recorrentes crises. Vejo o livre mercado como sendo a própria democracia direta, porém com a grande vantagem de eliminar o atravessador político, ou seja, o livre mercado é a democracia diretíssima.

Um sistema de tamanha complexidade, como é o sistema de mercado, que funciona automaticamente de acordo com o interesse e a ação de cada indivíduo integrante da sociedade, jamais será vilipendiado por pessoas que se acham mais capazes de ditar os rumos da economia em lugar da opinião de milhões de consumidores, sem sofrer as inevitáveis conseqüências. O pensamento e a ação contrários a isso contêm, de fato, muita arrogância. Se um único consumidor, ao interagir no mercado, influencia nas decisões dos empresários e no rumo da economia, imagine o governo com todo o poder econômico que tem nas mãos, principalmente com o investimento de capital inexistente. Enfim, não aceitar a decisão soberana dos consumidores (o povo) é uma tremenda falta de democracia econômica. É a pior das ditaduras.

criado por frypl    17:53 — Arquivado em: Sem categoria

24.10.08

É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI - o livro

Se você quiser compreender o verdadeiro mundo em que vivemos, como, basicamente, funciona a economia e como podemos melhorar o nosso País, leia o livro “É POR ISSO QUE O BRASIL NÃO VAI”. A leitura é leve e de fácil compreensão. Você pode encontrá-lo no link http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1612568&sid=1661691281083731323677360&k5=15018AD0&uid=

criado por frypl    9:11 — Arquivado em: economia

29.5.08

O IMPOSTO INVISÍVEL

Através da ausência da parcimônia, e de um imposto invisível decorrente do monopólio do Estado na emissão da moeda, podemos demonstrar uma das maiores causas da falta de crescimento econômico permanente em todos os países de uma forma geral. O crescimento de uma empresa ou de um país só ocorre quando o capital acumulado é investido com o objetivo de aumentar a produção. Se uma empresa distribuir, hipoteticamente, todo o seu lucro entre seus empregados, o que pareceria muito justo aos olhos de alguns, e que teria grande simpatia entre os defensores da artificial distribuição de renda, e presumindo-se que os empregados direcionarão aqueles recursos para o consumo, a empresa não terá crescimento. Se assim também as demais empresas agirem, não haverá crescimento dentro do país onde essas empresas estiverem instaladas, levando-se em conta que o aumento do PIB é o resultado do somatório do crescimento de todas as empresas. Desta maneira, toda a poupança estará dirigida para o consumo, ou seja, não haverá poupança, e nada será destinado ao investimento com vistas ao aumento da produção.

Por outro lado, quando uma empresa usa o seu lucro para aumentar a sua planta, adquirir mais uma máquina, contratar mais um empregado, ela está, por assim dizer, tomando emprestado o que seria imediatamente distribuído aos atuais trabalhadores, para construir o caminho que proporcionará o ingresso dos desempregados e das novas gerações ao mercado de trabalho, processo que se repetirá se transformando num círculo vicioso positivo, o chamado “círculo virtuoso”. Assim, naturalmente, pelo interesse próprio, as empresas substituem com vantagens as “ações altruístas” deliberadas.

Observando o sistema atual, mesmo se tivéssemos governos totalmente responsáveis no tocante ao controle da moeda, quando o PIB crescer um percentual qualquer, o governo, na condição de único responsável pela oferta monetária, tem a obrigação de emitir moeda para propiciar a circulação das mercadorias ao mesmo nível geral de preços que eram praticados antes desse aumento do PIB, pois caso contrário, isto é, se o governo não colocar mais dinheiro em circulação, os preços terão uma queda geral relativa ao aumento do PIB: uma “deflação”.

Em outras palavras, como sabemos que em uma economia de mercado os preços se ajustam à quantidade de dinheiro e crédito em circulação, então com mais produtos e a mesma quantidade de dinheiro, as leis de mercado proporcionam uma queda geral nos preços, e para que isso não ocorra o governo deve colocar mais moeda em circulação. Do mesmo modo quando o governo, na condição de único responsável pela emissão de moeda, injeta dinheiro no mercado acima do aumento do PIB – como o fez desbragadamente no Brasil há alguns anos – há uma alta geral dos preços, o que chamamos de inflação.

Assim como a inflação é indesejável, a deflação também o é. O que interessa é a estabilidade. É aí que ocorre um fenômeno interessante. Como é que, mesmo quando necessário, o governo injeta mais dinheiro em circulação? Através do próprio consumo. Como sabemos, o governo é, em todos os níveis, um grande consumidor onipresente dentro do país. Ele consome desde cafezinho e açúcar para os seus funcionários até máquinas de todos os tipos e tamanhos. Alguma parte desse dinheiro novo acaba indo para o investimento produtivo, mas não sabemos qual o percentual, pois não dispomos de nenhum mecanismo que possa mensurar isso com seguraça. O tamanho do crescimento é diretamente proporcional àquela quantia que é aplicada ao investimento produtivo. Porém a maior parte dessa quantidade de dinheiro novo colocado pelo governo em circulação, vai para o consumo e não para o investimento produtivo. A maior parte do montante das poupanças de todas as empresas acaba indo, desta maneira, via governo, para o consumo. É por isso que o crescimento sempre vem acompanhado de inflação, situação que faz com que o governo, num segundo momento, tenha que pisar no freio da economia.

Como fica claro, o monopólio sobre a emissão de moeda trás embutido um imposto invisível e progressivo sobre o crescimento econômico. Se o PIB, por exemplo, crescer 3%, o governo gasta 3% a mais para fazer o equilíbrio monetário. Se o PIB crescer 10%, o governo gasta 10% a mais para manter o equilíbrio. Ou seja, quanto maior o crescimento econômico, maior é a alíquota de imposto cobrada pelo governo via emissão de moeda. Poderíamos chamar este imposto de ICE - imposto sobre o crescimento econômico - (Nada a ver com a palavra inglesa, mas que é uma fria, isso é. rs rs rs…) Falando sério, é óbvio que um imposto progressivo sobre o crescimento tende a refreá-lo.

Então, se, em função do aumento do PIB, o governo pode, até certo ponto, aumentar os seus gastos sem causar inflação, de algum lugar esses recursos saem. Se não foi o governo que proporcionou esse aumento do PIB, só pode ter sido a iniciativa privada, o povo. Mas quem se beneficia do aumento da produtividade não é o povo e sim o governo via emissão de moeda. Esses recursos são, desta maneira, extraídos da população através de um imposto progressivo, invisível e imperceptível. Quando há o crescimento econômico, o governo se beneficia de duas maneiras: 1) Por uma maior arrecadação proporcionada pelo próprio crescimento econômico. 2) Pela possibilidade de aumentar os seus gastos - sem causar inflação - para fazer o equilíbrio monetário via emissão de moeda.

Quando o governo aumenta o consumo interno através da emissão de moeda, ou seja, passa a gastar mais do que vinha gastando antes com o intuito de equilibrar o aumento da oferta, está agindo da mesma maneira que a empresa que distribui todo o lucro entre seus empregados, ou seja, não há sobras para o investimento no aumento da produção. Todo o esforço das empresas no sentido de economizar, poupar, acumular, será neutralizado pelo governo ao dissipar recursos parcimoniosamente poupados pelas empresas. No entanto nunca podemos esquecer que a população cresce sem parar, e para que haja progresso, o crescimento econômico deve ser maior que o crescimento populacional, ou seja, para que haja aumento da produtividade, ou ainda, aumento do PIB “per capita”.

Todos os governos já provaram ser perdulários e incompetentes. Todos os dias assistimos um festival de falcatruas, desvios, fraudes de todos os tipos relacionados a falta de controle dos recursos sob administração do governo de forma geral. Observe-se que onde há corrupção, sempre há algum órgão do governo envolvido. O mais recente é o escândalo dos cartões corporativos. No entanto temos um sistema econômico que depende totalmente das manobras monetárias do governo. Certamente esta é a explicação para as baixas taxas de crescimento verificado na maioria dos países.

Todas as empresas têm um sócio perdulário chamado GOVERNO. É por isso que pregamos a diminuição do Estado. Menos Estado significa menos desperdício, mais eficiência e, óbvio, melhores resultados.
A incumbência de regular a quantidade de dinheiro em circulação atribuída ao Estado, aliada a sua vocação perdulária, tem causado, ao longo da História, a falta do crescimento econômico a que todos nós clamamos.

A Terra gira ao redor do sol e não podemos mudar isto. O crescimento econômico depende da acumulação de capital e não podemos mudar isto. Ou, se alguém sabe como aumentar a plantação de feijão sem guardar as sementes, que apresente a solução.

criado por frypl    16:27 — Arquivado em: Sem categoria

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